terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Torne o seu filho mais inteligente


Se acha que ter um filho inteligente é um factor genético ou obra e graça do "Espírito Santo" está enganada. Estudos científicos indicam que os pais podem (e devem) cultivar e exercitar o cérebro dos seus filhos. Saiba como.

Sabia que a inteligência não é apenas um factor genético, mas na maioria das vezes pode ser resultado de uma prática constante ou exercícios adequados ao desenvolvimento cerebral do seu filho?

Como mãe, você pode realmente interferir na inteligência do seu filho, basta ter em conta algumas abordagens para promover a aprendizagem da criança ou mesmo incentivar o seu desenvolvimento intelectual.

Gwen Dewar, a antropóloga e criadora do site "Parenting Science ", faz pesquisas científicas associadas ao estudo da evolução psicológica e ao quociente de inteligência cerebral e emocional, estudando ainda os diversos estereótipos infanto-juvenis.

Uma das suas pertinentes opiniões que me chamou particularmente a atenção está relacionada com desempenho escolar. Gwen diz que é errado premiar uma criança por ter obtido bons resultados na escola, ou por ter mostrado um sinal de inteligência num determinado momento. Isso não aumenta a auto-estima da criança ou sequer melhora o seu desempenho escolar. A investigadora é da opinião que este tipo de comportamentos dos pais não passam de ideias pré-concebidas e que, pelo contrário, não acentua em nada a inteligência do seu filho .

Para esta antropóloga, há outras formas de exercitarmos os cérebros dos nossos filhos. Por isso, vamos a essas abordagens:

Estratégias para fomentar o desenvolvimento cerebral dos nossos filhos

1. Amamentar o seu filho: pode ser muito importante a longo prazo, já que o leite materno é um bom contributo para o melhor funcionamento do cérebro, fornecendo nutrientes essenciais para a saúde do seu filho, bem como fortalecer o seu quociente de inteligência cerebral e emocional.

2. Atividade física: é fundamental para o desenvolvimento psicológico da criança.


A actividade física promove o desenvolvimento cerebral da criança

Integrar o seu filho em equipas de desporto, desenvolve em muito a confiança da criança, contribui também para um elevado espírito de liderança e, sobretudo, promove uma forte motivação perante desafios.

3. Jogos de consolas ou de computador: por mais desajustado que isto possa parecer, a cientista, baseando-se num estudo feito pela Universidade de Rochester, afirma que ao terem contacto com esse tipo de jogos, as crianças exercitam o cérebro de forma a reconhecerem ou a aprenderem sinais ou indicações visuais mais rapidamente do que aquelas que nunca o fazem ou fizeram.

Por isso mesmo é que muitos professores ingleses começaram a utilizar na sala de aula jogos de consolas para praticar determinados exercícios. De qualquer forma, o que se deve ter em atenção quando nos referimos a este tipo de jogos é que o mais importante é não incentivarmos os jogos que sejam violentos e solitários. No entanto, devemos autorizar de vez em quando todos os outros que desenvolvam o pensamento: os jogos estratégicos, os jogos com a capacidade de planeamento ou ainda os que promovem o espírito de equipa.

4. Incentivar a leitura: é sem dúvida uma forma de melhorar a aprendizagem e contribui eficazmente para o desenvolvimento cognitivo da criança. Mesmo que o seu filho ainda não saiba ler, leia-lhe histórias todos os dias. Faz exercitar muito a sua capacidade de atenção.

5. Atividades extra curriculares: são fundamentais para a capacidade de interagir e de incentivar a curiosidade do seu filho. Os passatempos ou hobbies devem ser uma constante diária na vida do seu filho. Não se esqueça que atrás deste tipo de atividades nascem perguntas, desafios, novos interesses e novos conhecimentos. Por fim, podem desafiar o pensamento critico do seu filho, com a forte probabilidade de criar uma riqueza de auto-consciência.

6. Tocar um instrumento musical: ajuda a moldar o cérebro significativamente.


Aprender a tocar um instrumento musical ajuda a moldar o cérebro positivamente


Os neurocientistas que estudaram a relação existente entre a música e a inteligência verificaram que os músicos têm cérebros completamente diferentes :

"por exemplo, se examinarmos o cérebro de um teclista veremos que a região do cérebro que controla os movimentos do dedo é alargada (Pascual-Leone, 2001)."

"Além disso, em testes cerebrais realizados em crianças entre os 9 e os 11 anos de idade, as crianças que tocam instrumentos musicais têm um volume com mais massa cinzenta, tanto no córtex sensório-motor e os lobos occipital (Schlaug et al 2005), do que as crianças que não tocam qualquer instrumento musical."

Na verdade, os músicos têm muito mais massa cinzenta em várias regiões cerebrais do que os não-músicos.

Relativamente a este assunto, sugiro a consulta de um outro artigo que já publiquei aqui no blogue: "Qual é o instrumento mais adequado para a idade do seu filho? "

7. Adeus à fast food. Por mais que o seu filho goste de ir ao McDonald's, ou de comer pizzas, ou até por mais que lhe dê jeito a si fazer para o jantar deles uns hambúrgueres ou uma salsichas rápidas, pense muito bem antes de agir.

Está cientificamente comprovado que uma alimentação saudável é a base para o desenvolvimento mental e motor na primeira infância e especialmente durante os primeiros anos de vida.

O melhor que podemos fazer é dar-lhes alimentos ricos em ferro para o desenvolvimento saudável do tecido cerebral. Saiba que os impulsos nervosos são transmitidos de forma mais lenta se houver deficiência de ferro.

Retire de uma vez por todas da alimentação deles os alimentos que contenham emulsionantes, gorduras e açucares.

Alimentos frescos e cozinhados de uma forma saudável são os mais indicados para crianças em idade de aprendizagem.

8. Sono e pequeno-almoço: deitar cedo e dormir cerca de 10 horas, a juntar a um pequeno almoço reforçado é fundamental para o desenvolvimento do coeficiente de inteligência do seu filho.

As crianças devem ter uma rotina de sono diária e que deve ser respeitada a cima de todas as coisas. O ideal é dormirem pelo menos 10 horas por dia, já que isso lhes vai proporcionar uma boa concentração escolar.

Os seus filhos devem tomar um pequeno almoço reforçado para melhorar a memória, a concentração e a aprendizagem na escola.

Em contrapartida, as crianças que não tomam um pequeno almoço em condições, e que não dormem o suficiente, tendem a cansarem-se mais facilmente, irritam-se com maior facilidade e reagem mais lentamente a novos desafios.

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