quarta-feira, 29 de maio de 2013

Paciente toca guitarra durante uma cirurgia ao cérebro

Brad Carter, ator e músico, tocou guitarra durante uma cirurgia para implantar um pacemarker no cérebro, numa tentiva de controlar a doença de Parkinson. VEJA O VÍDEO

Ler mais: http://visao.sapo.pt/paciente-toca-guitarra-durante-uma-cirurgia-ao-cerebro=f731973#ixzz2UfbIxLuR

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


A revista da Associação Médica do Canadá defendeu na segunda-feira, no seu editorial, que os médicos não deveriam revelar o sexo do bebé antes dos 7,5 meses de gravidez, para evitar o aborto seletivo de meninas.
No seu mais recente número, a publicação assinala que o Canadá se converteu num paraíso para os pais que desejam abortar bebés do sexo feminino devido à sua predileção por filhos varões.
Os casos ocorrem entre os imigrantes asiáticos, principalmente da Índia e da China, onde a prática é elevada.
O editorial da revista, citado pela agência Efe, refere que, devido a uma variedade de fatores, incluindo o fácil acesso a abortos e serviços de determinação do sexo do bebé, a interrupção voluntária da gravidez seletiva disparou no Canadá, bem como nos Estados Unidos.
Uma gravidez normal vai até aos nove meses.
http://www.dn.pt

sábado, 30 de julho de 2011

Habitantes dos polos têm os olhos e os cérebros maiores

Investigação da Universidade de Oxford demonstra uma forte correlação entre a região onde se vive e a dimensão do cérebro e dos olhos. No Equador são mais pequenos do que nos polos.


As pessoas que vivem em latitudes mais altas têm os olhos maiores e os seus cérebros processam mais rapidamente a informação visual, quando comparadas com aquelas que vivem mais perto do Equador.
De acordo com um estudo do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolucionista da Universidade de Oxford , à medida que nos afastamos do Equador a luminosidade decresce, aumentando as dimensões dos olhos dos humanos.
"Os seus cérebros também precisam de ser maiores para lidar com os estímulos visuais. Isso não significa que a estas latitudes as pessoas sejam mais inteligentes, quer apenas dizer que estas pessoas precisam de cérebros maiores para conseguirem ver melhor", explicou ao "The Guardian" Eiluned Pearce , uma das autoras do estudo.
Dito de outra forma: um habitante da Gronelândia e um do Quénia têm a mesma habilidade para discernir detalhes, mas o que vive mais a norte precisa de um cérebro e olhos maiores para lidar com a menor intensidade luminosa.

Dez mil anos de evolução 


O professor Robin Dunbar , co-autor do estudo, contou ao "The Guardian" que as pessoas cujos antepassados habitaram no círculo Ártico têm os olhos 20% maiores do que aqueles que vivem perto do Equador. Segundo este investigador, ficou demonstrada uma forte correlação entre a dimensão do córtex visual e a dimensão da cavidade ocular.
No âmbito deste estudo, os investigadores fizeram medições em 55 cérebros do Museu de História Natural da Universidade de Oxford , datados do século XIX, oriundos de 12 populações de regiões diversas da Inglaterra à Austrália, da Escandinávia à Micronésia.
Os resultados, publicados ontem no jornal científico "Biology Letters ", mostram que os escandinavos têm os maiores cérebros (1484 mililitros) e os habitantes da Micronésia os mais pequenos (1200 mililitros). As cavidades oculares dos escandinavos mediam 27 mililitros e os da Micronésia 22 mililitros.
Segundo o professor Dunbar, esta evolução terá decorrido ao longo dos últimos dez mil anos, altura a partir da qual os humanos começaram a habitar a latitudes mais altas.
 http://aeiou.expresso.pt - 28/
07/2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cérebro. Investigadores transformaram células da pele em células nervosas. Vão usá-las para perceber como vão morrendo



Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou um banco
de células nervosas artificiais para tentar travar a doença de Parkinson.
Naquele que é o primeiro estudo em larga escala para encontrar uma cura para uma das demências mais comuns na velhice – calcula-se que 6 milhões de pessoas em todo o mundo sofram da doença – os investigadores estão a usar uma nova técnica para criar células estaminais, que lhes permite transformar uma minúscula amostra de pele de um doente numa minúscula amostra do cérebro do doente.
O Parkinson vai destruindo as células do cérebro que produzem dopamina, que são essenciais para controlar os movimentos – provocando tremores e desequilíbrio – e o humor.
A equipa diz que esta técnica lhes vai permitir analisar as células nervosas ao ritmo a que vão envelhecendo e esperam conseguir travar essa deterioração. A primeira amostra de células nervosas cultivadas em laboratório pertence a Derek Underwood, um homem de 56 anos de Oxfordshire, que foi obrigado a reformarse prematuramente devido à doença. As células da pele de Underwood foram cultivadas em laboratório. Depois serão “reprogramadas” para se transformarem em células nervosas.
Os investigadores vão ago
ra recolher amostras de outros 50 doentes, que serão estudadas ao longo dos próximos cinco anos.
“O cérebro é um órgão inacessível e não podemos facilmente retirar amostras para que
possa ser estudado. Mas agora há uma forma de o fazer. Temos as células de Derek disponíveis e podemos replica-las em quantidades ilimitadas para serem estudadas”, explicou o líder da equipa britânica, Richard Wade Martins.
O primeiro passo desta investigação passa por comparar as células retiradas a doentes de Parkinson com outras de volu
ntários livres da doença.
Ou seja, pela primeira vez os investigadores vão poder analisar a forma como se comportam as células saudáveis e a forma como se processa a sua deterioração.“Podemos perceber os processos celulares que fazem morrer as células e perceber porque é que elas começam a adoecer”, explica o responsável, citado pela BBC online. “E queremos perceber se algum tratamento pode reverter este processo e ajudar os doentes a voltar a recuperar as funções cerebrais”.

Apesar de a Parkinson não ter cura, os seus sintomas podem ser combatidos com medicamentos.




























Diário de Notícias (edição im
pressa) - 20/06/2001

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Primeira vaca clonada com dois genes humanos


Um laboratório argentino anunciou o nascimento da primeira vaca clonada no mundo com dois genes humanos, para produzir um equivalente do leite materno que pode proteger os bebés contra doenças e promover o seu desenvolvimento.

"A vaca clonada, 'baptizada' Rosita ISA, é o primeiro bovino nascido no mundo com dois genes humanos que contêm as proteínas presentes no leite materno", segundo o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA).

Nicolas Mucci, um dos três responsáveis pelas investigações conduzidas pelo INTA e pela Universidade Nacional de San Martin, disse à agência noticiosa francesa AFP que aquele leite protegerá os bebés e melhorará a sua absorção de ferro.

Adiantou que o vitelo nasceu a 06 de abril e que é vigiado "24 sobre 24 horas".

"O objectivo é melhorar o valor nutricional do leite de vaca juntando dois genes humanos, as proteínas lactoferrina e lisozima", declarou um outro investigador, Adrian Mutto, da Universidade Nacional de San Martin.

Dentro de 10 meses, os investigadores vão poder confirmar se as proteínas estão presentes no leite de Rosita, realizando uma simulação de gravidez.

O objectivo da experiência é que na idade adulta a vaca possa produzir "leite semelhante ao dos seres humanos", indicou o INTA.

DN 11/06/2011



Autismo, uma doença de muitas mutações


O autismo não é uma doença única - são muitas doenças. E pode surgir devido a uma panóplia de mutações raras, que não são herdadas do pai ou da mãe, surgem espontaneamente, num mínimo de 250 a 300 pontos do genoma, e afectam o desenvolvimento do sistema nervoso da criança, adiantam três artigos científicos publicados hoje na revista Neuron. Estes tentam avançar também com uma explicação para a desigualdade da doença relativamente aos sexos, ao afectar quatro vezes mais rapazes do que raparigas.

Foram estudadas mil famílias que têm um filho saudável e outro com uma das desordens do espectro do autismo - designação onde cabem muitas doenças diferentes. Esta base de dados foi uma das novidades metodológicas, sublinha um comunicado da Fundação Simons, a instituição americana que a coligiu: a maioria dos estudos feitos até agora concentrou-se em famílias onde mais do que um filho é autista, o que implica uma forte componente hereditária. Se só um dos filhos é autista, a explicação genética é, provavelmente, diferente.

Os cientistas concentraram-se assim na busca das mutações genéticas que surgem espontaneamente nas crianças afectadas. Michael Wigler, do Laboratório de Cold Spring Harbor, em Nova Iorque, um dos líderes da equipa de investigadores, tinha desenvolvido a hipótese de que estas mutações podiam estar na origem de pelo menos metade dos casos de desordens do espectro autista. Algo de semelhante acontece com outra doença mental, a esquizofrenia.

Estas mutações de novo, ou espontâneas duplicam, ou então apagam, segmentos de ADN do genoma (pense num romance em que são apagadas aleatoriamente algumas linhas de texto, ou então repetidas outras linhas, um certo número de vezes). Toda a gente tem alguns fragmentos de ADN apagados ou repetidos; mas na maioria dos casos não afecta genes essenciais, nem causa doenças.

Elas e as sinapses

Nestes estudos publicados na Neuron, os cientistas descobriram muitas destas mutações em oito por cento dos irmãos com autismo. Isto quer dizer que as mutações são quatro vezes mais frequentes nos irmãos afectados do que nos saudáveis. Pelo menos 75 das mutações descobertas pareciam prometedoras para a investigação e em seis delas é provável que se façam descobertas interessantes.

Um dos estudos concentrou-se em tentar perceber se estas zonas do genoma sugeriam alguma espécie de coerência, uma rede funcional ou molecular. E, curiosamente, os resultados foram positivos, diz o trabalho coordenado por Dennis Vitkup, da Universidade Columbia, em Nova Iorque. "Esta análise dá uma boa base de sustentação à hipótese de que na origem do autismo esteja a perturbação da formação de sinapses", escreve a equipa na Neuron.

As sinapses são os pontos de junção que permitem aos neurónios comunicar entre si, trocando sinais químicos ou eléctricos, transmitidos através das suas extensões, axónios e dendrites.

Será que as raparigas são mais resistentes às desordens do espectro do autismo porque "atingem um certo número de marcos de desenvolvimento cognitivo" mais cedo do que os rapazes?, lança a equipa de Wigler na Neuron como hipótese. "Por exemplo, em geral, as meninas dizem as suas primeiras palavras numa idade mais precoce. Um ritmo de desenvolvimento mais rápido poderia reflectir uma robustez que protegesse o sexo feminino", escrevem.

O autismo é diagnosticado a partir dos três anos de idade e o estudo revelou que, para que as meninas sejam afectadas pelas mutações genéticas espontâneas, estas têm que ser muito maiores e têm que atingir muito mais genes do que no caso dos rapazes (15 genes por mutação em média para elas, dois para eles).

Além disso, quando as mulheres são autistas, é mais provável que tenham uma forma severa da doença. Entre os homens, há mais casos de pessoas que conseguem funcionar relativamente bem em sociedade, apesar de sofrerem de uma desordem que afecta, precisamente, as suas capacidades de relacionamento social.

Williams, no ponto oposto

Uma outra descoberta tem implicações curiosas para o estudo da base genética do nosso cérebro social: algures no braço mais curto do nosso cromossoma 7 fica uma região denominada "7q11.23" que está associada a uma doença chamada síndrome de Williams, que é o oposto do autismo: faz com que as pessoas se tornem altamente empáticas e sociáveis, extremamente sensíveis ao estado emocional dos outros. Isto, porque naquela região surgiram mutações que fizeram surgir cópias extra do genoma.No caso das mutações detectadas agora, associadas ao síndrome do espectro autista - em que há dificuldade em comunicar com os outros e manter relações sociais, em termos gerais -, faltam segmentos de ADN.

"Esta região do genoma pode tornar-se a Pedra de Roseta para estudar o desenvolvimento do cérebro social", tal como a célebre pedra serviu para decifrar os hieróglifos egípcios, comentou Matthew State, da Universidade de Yale, outro membro da equipa, citado num comunicado da Fundação Simons.

Mas não é de esperar que deste estudo saia uma "bala mágica", um medicamento contra o autismo - porque não existe uma doença única, ou um gene único que cause a cause. "A diversidade é tal que um único tratamento visando uma forma específica do autismo pode não ter efeito sobre a maioria dos casos", explica Michael Wigler, citado pela agência AFP.

"Mas quando os genes com mutações relacionadas com o autismo forem identificados", disse ainda, pensando numa próxima geração de tecnologia, "poderemos começar a pensar nos problemas específicos de cada criança, e não em tratar vários problemas em conjunto."

O autismo, que parece estar em crescimento - ou é cada vez mais detectado, provavelmente -, afectando pelo menos um por cento da população, está a assemelhar-se a outra doença da modernidade. "Uma complexidade genética semelhante é aparente em muitos cancros", sublinha a equipa de Vitkup, que verificou se as mutações ligadas ao autismo teriam alguma coerência funcional.

Clara Barata
Público online - 09/06/2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Britânica acorda com sotaque francês depois duma enxaqueca


A britânica Kay Russell, depois duma forte crise de enxaqueca, acordou a falar duma maneira que soa a um sotaque francês.

Russell diz que não se sente a mesma pessoa e que perdeu a confiança de falar em público. “Algumas pessoas dizem-me que o meu sotaque soa a alguém da Europa de Leste ou da Rússia”, diz, citada pela BBC.
A desordem, que é conhecida como Síndroma do Sotaque Estrangeiro, é extremamente rara e pode ocorrer quando zonas do cérebro que controlam a fala são afectadas por um derrame ou algum tipo de lesão. Na realidade, a lesão causa um problema na fala mas que é interpretado pelos ouvintes como um sotaque estrangeiro.
Nick Miller, neurologista da universidade de Newcastle, é um dos poucos especialistas da doença a nível mundial, explica à BBC que a síndroma não tem cura e que os efeitos podem ser devastadores. “Muitos pacientes falam sobre a perda do sotaque antigo como se de um luto se tratasse. Eles perderam parte de si mesmos, parte da sua personalidade”.

|http://www.ionline.pt

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