segunda-feira, 3 de maio de 2010

Jogos de tabuleiro desenvolvem raciocínio dos mais jovens de forma divertida






















Cerca de duas dezenas de crianças e jovens, do ensino primário ao secundário, juntaram-se esta tarde numa sessão de jogos matemáticos, que têm como objectivo desenvolver o raciocínio.

Avaliar, ponderar, antecipar, delinear uma estratégia, testar a jogada, corrigir se for preciso, e jogar para derrotar o adversário. Foi em torno deste processo, patente em jogos de tabuleiro de cariz matemático, que esta tarde um grupo de jovens ocupou o seu tempo e atenção.

Distribuídos por idades, as crianças e jovens de diversas idades que esta tarde responderam ao apelo do pólo do Instituto Superior Técnico do Taguspark, em Oeiras - que em parceria com a Associação Ludus, esta tarde organizou um "Festival de Jogos Matemáticos" -, confirmaram que a matemática não só é útil, como pode ser divertida.

"São jogos bem escolhidos no sentido em que são jogos intelectuais sem factor sorte, são jogos de estratégia que puxam o raciocínio, essencialmente do género matemático", explicou Jorge Nuno Silva, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Ludus. "São jogos de tabuleiro, com regras muito simples, mas com estratégias em aberto", referiu Jorge Nuno Silva que acrescentou que estes jogos se assemelham ao xadrez no sentido em que não é possível aprender a jogá-los na perfeição.

Estes jogos estão particularmente indicados para os mais jovens, até porque, referiu o presidente da Associação Ludus, "está documentado que a prática deste tipo de jogos de tabuleiro está associada a um melhor desempenho escolar", e que apesar de terem operações simples, ajudam a desenvolver o raciocínio lógico.

"As operações são de tipo abstracto, são do género que faz um jogador de xadrez. Tem de pensar, antecipar, testar, optar, corrigir, esse tipo de processo intelectual que está intimamente ligado ao processo da resolução de problemas matemáticos. O processo interno mental é muito semelhante", disse.

Inês Filipar, de 11 anos, e Francisco Fernandes, de 10 anos, foram agrupados no mesmo nível de dificuldade - jogos de 2º nível, para alunos do 2º ciclo - e defrontaram-se numa partida de Konane, um jogo havaiano em que o jogador movimenta as peças de forma a "comer" as peças do adversário.

"Isto é divertido. Também tem coisas matemáticas, mas não é muito difícil, não é preciso pensar muito", disse Inês, que encarou a derrota na partida com sentido de humor. "Ele até ganhou, mas é sorte de principiante como eu lhe disse", brincou a jovem participante.

Francisco, o oponente, que aprendeu a jogar Konane apenas hoje, é um adepto da matemática que consegue ver vantagens neste tipo de jogos. "Acho que ajuda a desenvolver o raciocínio matemático. Ajuda-me a pensar bem", disse.
|Público

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